Nasce um gatito e página nova do Fixação!

Esse final de semana um gatito nasceu no meu sketch book. Há um tempo estava incomodada com a falta de algo que pudesse publicar diariamente. As páginas do Fixação exigem um cuidado maior na elaboração e, pelo formato ser pensado para o impresso, precisei fazer uma adaptação nelas para o Instagram que não ficou tão legal.

Já tinha cadastro num curso no site de cursos Domestika e acabei topando com um curso rápido do Liniers sobre produção de tiras diárias. Acho que foi o impulso que estava precisando. O curso é um bate-papo bem humorado em que ele fala um pouco sobre tiras, sua produção e de onde vieram as inspirações para os seus personagens. Como projeto final foi proposto que os participantes produzissem algo e o gatito foi o que surgiu depois de um tempo rabiscando em busca de ideias:

A partir dessas três primeiras tiras vieram uma enxurrada de ideias para novas sequências. A base para as tiras, coincidentemente, é a mesma de Harold and the purple crayon, um livro infantil de de Crockett Johnson publicado em 1955. Nele um menino cria mundos e se diverte apenas com um pequeno giz roxo, tudo que desenha com ele ganha vida. O gatito e seus gizes coloridos partem do mesmo princípio: o que é possível criar com esses materiais e um tanto de imaginação?

As tiras do gatito serão publicadas apenas no meu Insta: @catia.ana.baldoino e já tem um bom número rabiscado.

ATUALIZAÇÃO 30/01/2020: e agora também no Tapas, com uma leitura muito mais fluida e acessível: https://tapas.io/series/Gatito.

E hoje, segunda-feira, já está publicada outra página de Fixação. Corre aqui pra ver!

Uma semana inspiradora!

Fixação – making of #1

A ideia inicial para Fixação veio da leitura de Here (Richard McGuire, 1989), lá pelos idos de 2017, da possibilidade de criar uma história com um ponto de vista fixo. O cenário ser um laboratório foi um insight um pouco nostálgico dos tempos de graduação e do laboratório de fotografia da UFG, que hoje não existe mais. E, como não consegui avançar nessa base inicial, pedi socorro para a Heluiza Brião. Em uma conversa via Skype definimos como rolaria a história e, a partir daí, ela estruturou tudo: definiu melhor os personagens, construiu os diálogos e a base do cenário, que foi adaptado por mim depois.

E aí o mestrado aconteceu nesse processo e acabei deixando o Fixação de lado (esses desenhistas enrolados, hein?). Vez ou outra tentava retomar o processo, mas não consegui gostar de nada produzido. Na busca por referências resgatei minhas fotografias dessa época, além das que consegui com amigos que fizeram a mesma aula (abaixo).

Esse caráter nostálgico torna, para mim, ainda mais precioso esse projeto; embora esse acabe não sendo necessariamente o mote da história.

E, por falar em história, já tem página nova no ar! Comente o que está achando do que já foi publicado, o feedback é muito importante para nós!